segunda-feira, 16 de setembro de 2013

LIDERANÇA: AS 5 MARCAS DA INTEGRIDADE



A verdade é um valor inegociável; defendê-la e praticá-la é pressuposto fundamental do caráter cristão. (por Ronaldo Lidório)

Se você deseja conhecer a integridade de um líder, observe os detalhes. Conheça-o na informalidade do lar, no trato com amigos chegados, na conversa ao telefone. O conselho bíblico de sermos fiéis no pouco para sermos colocados sobre o muito pressupõe um grau de dificuldade e detalhamento. O pouco nos prova, como também nos expõe – é, portanto, no pouco, nos detalhes da vida, que podemos diagnosticar nossas carências e limitações, e ali aprender com o Mestre. Platão, o célebre filósofo grego, foi claro: “Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa”. A informalidade nos expõe com maior frequência, pois nos encontra em estado de espontaneidade.Um dos desafios mais difíceis que enfrentamos é a tradução de nossos valores espirituais e morais para atitudes espirituais e morais em nossa vida diária. Permitam-me listar aqui, dentre tantas atitudes que buscam a construção de um caráter íntegro, algumas que observo de extrema colaboração neste sentido.

1. Calar-se: Certamente há momentos de falar, de fazer-se ouvir. Mas reconheço que os homens de Deus que tenho conhecido buscavam mais o silêncio do que o confronto verbal perante as adversidades, e faziam a obra do Senhor.

2. Não negociar a verdade: Quando a Palavra nos ensina que a posição do crente, o seu falar, deve ser “sim, sim”, “não, não”, o que se advoga não é uma atitude de extremos; o assunto aqui é a verdade: dizer “sim” quando for sim e “não” quando for não. No cenário do genuíno cristianismo, a verdade não pode ser negociada. Ela é um dos grandes blocos que constrói uma vida íntegra.

3. Assumir a responsabilidade: Há líderes que possuem grande dificuldade de pedir perdão de maneira verbal e clara, ou de voltar atrás em decisões tomadas mesmo quando francamente equivocadas. Esta postura provém de um coração soberbo. É o sentimento de soberba que os faz pensar sobre a sua suposta superioridade – talvez, nutrida pelo seu conhecimento, ou pela posição de liderança, ou ainda em face de sua função de destaque, de seus ganhos ou merecimentos. Muitos não percebem, porém, que este é o caminho de morte.

4. Aprender com os erros: C.S.Lewis nos ensina que “quando um homem se torna melhor, compreende cada vez mais claramente o mal que ainda existe em si. Quando um homem se torna pior, percebe cada vez menos a sua própria maldade”. Para aprendermos com nossos erros é necessário levá-los a sério, conversar com o Pai sobre eles, pedir forças para mudarmos e amadurecermos, crescendo sempre um pouco mais.

5. Cuidar do seu coração: O Senhor sonda nosso coração. Portanto, é nossa imagem interna, e não externa, que precisa de maior cuidado. Em dias de ufanismo e triunfalismo, somos levados a procurar sempre o que nos destaca, ou destaca o nosso trabalho – um grave engano, visto que o Senhor não sonda nossos relatórios, mas sim nossos corações. O doutor Augustus Nicodemus, profundo expositor da Palavra, afirma que Deus não nos chama para termos sucesso sempre, mas sim para sermos fiéis.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PERDOE-ME POR ME TRAÍRES



Hermes C. Fernandes

Uma das cenas que mais me marcaram entre todos os filmes que já assisti é a que retrata o momento em que William Wallace, protagonista de Coração Valente, descobre que aquele contra quem ele está lutando no campo de batalha é o mesmo pelo qual estava arriscando a própria vida.

Esta cena merecia um Oscar para Mel Gibson! O olhar, a maneira como ele engole a seco, a fisionomia expressando completa decepção e desolação. Simplesmente, impagável!

Só quem já foi traído por alguém por quem lutava sabe o quanto dói. É como uma espada traspassando nossa alma. Quando assisti a este filme, confesso que ainda não conhecia de perto este sentimento.

De todas as dores que Jesus experimentou, nenhuma o machucou mais do que a traição. Não apenas a traição de Judas, mas, sobretudo a traição do povo para o qual Ele havia vindo ao Mundo. O mesmo povo que na véspera o aclamava na entrada de Jerusalém, agora gritava no pátio de Pilatos: Crucifica-o!

Doeu mais do que os cravos e a coroa de espinhos.

Trair quem luta por nós é trair a nós mesmos. É trair nossas convicções mais profundas, nossa consciência. Nada dói tanto quanto a traição.

E toda a traição é como um bumerangue. Um dia volta contra nós.

O traidor do filme pelo menos cai em si, e se arrepende. Há outros que sequer têm crise de consciência, porque as pessoas que o apoiam parecem indicar que ele está no caminho certo. Suas vozes de aclamação o impedem de enxergar o buraco que cavou, no qual sua própria alma se submergirá.

Não há moedas de prata, não há vantagem financeira ou qualquer tipo de prazer que compensem a dor provocada pela traição. Só quem não tem alma não percebe isso.

Há até quem consiga comemorar a traição como um grande acontecimento.

Lembro-me de um filme brasileiro estrelado por Darlene Glória, chamado "Perdoe-me por me traíres". Depois de sair traída por diversas vezes, a mulher vai ao encontro do seu marido pedir-lhe perdão. Geralmente, quem pede perdão é quem trai. Mas quando o traidor está com a consciência cauterizada, a melhor coisa a fazer é tomar a iniciativa e pedir-lhe perdão. Quem sabe ele caia em si e perceba o mal que fez e se arrependa.

Não se venda, não negocie com sua alma. Não faça ninguém sofrer. Não decepcione quem depositou tanta confiança em você. A menos que você se sinta preparado para encarar o olhar decepcionado de quem tanto te ama.

Pergunte a Pedro o que ele sentiu quando teve que encarar o olhar de Jesus. Você estaria preparado para reencontrar aquele a quem você traiu?

Olhe-se no espelho e pergunte a si mesmo se a imagem que você vê refletida é de alguém digno de confiança ou de alguém infiel à sua própria consciência.

Melhor que trair é ser sincero, jogar limpo, falar francamente, olho no olho, sem rodeios, sem meias palavras. Machuca muito menos que atraiçoar.

Foi isso que meu pai fez quando quis deixar sua antiga denominação. Ele convidou o líder da igreja para uma conversa franca. Eu estava lá e testemunhei a hombridade com que meu pai tratou aquele homem com quem havia caminhado por quase vinte anos. O nome disso é honradez. É assim que age quem é honrado. Tive muito orgulho do meu pai naquele dia.

Nem todo mundo tem a mesma hombridade e honradez. Há pessoas que são como serpentes, escorregadias e astutas, e em cuja língua há veneno. Deus as tratará!

E o pior de quem trai é ter que carregar um estigma pelo resto da vida.

Você colocaria o nome "Judas" em um filho? Mesmo que tenha havido outro Judas, que se manteve fiel a Jesus até o fim, o nome tornou-se sinônimo de " traidor".

Não deve ser nada fácil carregar este tipo de estigma por toda a vida.

Jacó, mesmo depois de passar a ser chamar Israel, continuou sendo chamado de Jacó pelo resto da vida. O próprio Deus que mudou seu nome continuou a chamá-lo de Jacó. Este foi o estigma que o patriarca teve que carregar por haver traído seu próprio irmão várias vezes.

Nunca vale a pena trair. Quem trai se torna seu próprio algoz.

Uns traem com um beijo, outros traem com um abraço, e outros com palavras e ações.

Seja fiel a Deus! Seja fiel à sua igreja! Seja fiel à sua família! Seja fiel aos seus filhos! Seja fiel à sua esposa! Seja fiel aos seus amigos! Seja fiel às suas convicções!

Se não dá pra caminhar juntos, pelo menos não traia tudo em que você disse acreditar por tanto tempo. Seja, no mínimo, fiel à visão celestial, como foi Paulo perante o rei Agripa.


N'Ele que jamais nos decepcionará, apesar dos homens...

Fonte: umadguar

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

PENSE NISSO: UMA PALAVRA DE CHARLES SPURGEON



Nenhum de nós é chamado ao apostolado, nem todos somos chamados à pregação pública da Palavra de Deus. No entanto, somos todos encarregados de sermos ousados em favor da verdade, na terra, e de batalharmos diligentemente pela fé que uma vez foi entregue aos santos.
Charles Spurgeon

Costumava haver no mundo um evangelho que consistia de fatos nunca duvidados pelos verdadeiros cristãos. Na igreja havia um evangelho que os crentes abrigaram no coração como se fosse a vida de sua alma. No mundo, costumava haver um evangelho que provocava entusiasmo e recomendava o sacrifício. Milhares e milhares se reuniam para ouvir esse evangelho ao risco de sua própria vida. Homens o pregaram, mesmo em face da oposição dos tiranos; sofreram a perda de todas as coisas, foram presos e mortos por causa desse evangelho, cantando salmos em todo o tempo. Não há remanescente desse evangelho? Ou chegamos à terra da ilusão, na qual as almas passam fome, alimentando-se de suposições, e se tornam incapazes de ter confiança ou zelo? Os discípulos de Jesus estão agora se alimentando da espuma do “pensamento” e do vento da imaginação, nos quais os homens se enlevam e ficam exaltados? Ou retornaremos ao alimento substancial da revelação infalível e clamaremos ao Espírito Santo que nos alimente com sua própria Palavra inspirada?
Charles Spurgeon

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O HOMER SIMPSON É UM CATÓLICO



Os Simpsons, desenho assistido por mais de 18 milhões de espectadores semanais só nos Estados Unidos, já faz parte da cultura americana tanto que a marca registrada de Homer Simpson Doh! foi adicionada ao Dicionário de Oxford da língua inglesa. Várias vezes ouvi comentários de que o desenho não é para criança. Concordo. Sua crítica social transmitida em horário nobre se assemelha bastante às críticas de Beavis and Butt-head, South Park e Futurama, animações exclusivas para adultos. Os temas abordados por eles contém uma densa reflexão filosófica que pode confundir a mente infantil, sem falar das sacanagens. Para eles os limites da moral não existem. Tanto faz roubar, matar, adulterar, desde que a vida seja vivida. Sem os ditames da consciência, da religião e da sociedade tudo pode acontecer.

Por trás daquelas imagens coloridas típicas dos desenhos animados estão mentes que estimulam a “libertação" da sociedade ocidental. Uma libertação que resulta no tudo pode, tudo é lícito, permitido, basta querer. Dos desenhos ingênuos os Simpsons só herdaram as cores. O restante é um convite para refletir sobre a desconstrução dos valores morais que norteiam a sociedade.

O jornal do Vaticano “L’Osservatore Romano”, publicou que o seriado animado dos Simpsons explorava assuntos como família, educação, comunidade e religião. O jornal ouviu um padre jesuíta chamado Francesco Occhetta que deu a sua opinião acerca de um episódio que foi ao ar em 2005, chamado “O pai, o filho, e a Estrela Santa convidada”, no qual Bart se converte ao catolicismo. Diante da análise feita pelo padre, a conclusão foi: “Homer Simpson é um verdadeiro católico!

Com essa conclusão pode-se ter um ideia da imagem dos crentes católicos na mente de muitos padres. A verdade é que existem muitos “Homers” no catolicismo, especialmente em nosso país. Aqui no Brasil ser católico é uma questão de tradição. Basta que a família tenha um antecedente católico e logo se estar convertidos à fé, sem nenhum comprometimento maior. Daí muitos professarem ser católicos, no entanto vivem uma vida devassa, escravizadas por todo tipo de pecado.

Num determinado capítulo, Homer recebeu uma visita de Deus e o descreveu da seguinte forma: "Dentes perfeitos. Perfumado. Sempre age com classe." Isso mostra claramente a visão materialista que as pessoas têm de Deus: Estão interessadas somente no que ele tem de bom pra dar. Os Simpsons, uma vez foi condenado por George e Barbara Bush além do antigo Secretário de Educação William Bennett.

Mark Pinsky um repórter de assuntos religiosos escreveu um livro intitulado: O Evangelho Segundo Os Simpsons: A vida espiritual da família mais animada de mundo. Pinsky, vê na série animada e irreverente, uma reflexão do papel da religião na vida familiar americana. Em suma, a religião é um meio eficiente de esquecer os revés da vida e ganhar dinheiro fácil.


Não é diferente do que tem acontecido em muitas igrejas evangélicas no Brasil. Nos grandes centros neopentecostais temos visto um crescimento alarmante de evangélicos nominais que só refletem acerca da sua condição diante de Deus quando precisam dele. São as “Sanguessugas [...] dá, dá” (Provérbios, 30.15). Basta que os problemas se resolvam e logo cessa também sua espiritualidade.

Cuidemos para que não nos tornemos “Homerianos”. O chamado de Deus exige de nós mais do que uma freqüência nos cultos, ele requer uma vida de temor, que ilumine as trevas de um mundo entenebrecido pelo pecado.”

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA:
O Evangelho Segundo os Simpsons
Marky Pinsky
Fonte Editorial

OVELHA TAMBÉM É $

Infelizmente é assim que algumas pessoas olham para o seu rebanho...


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SALMO 23 DOS MINEIROS KK



O sinhô é meu pastô e nada há de me fartá
Ele me faiz caminhá pelos verde capinzá
Ele tamém me leva pros corgos de água carma

Inda que eu tenha qui andá
nos buraco assombrado
lá pelas encruzinhada do capeta
não careço tê medo di nada
a-modo-de-quê Ele é mais forte que o “coisa-ruim”

Ele sempre nos aprepara uma boa bóia
na frente di tudo quanto é maracutaia

E é assim que um dia
quando a gente tivé mais-pra-lá-do-qui-pra-cá
nóis vai morá no rancho do sinhô
pra inté nunca mais se acabá...