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domingo, 31 de janeiro de 2016

Jogos e Brincadeiras nos Tempos Bíblicos: três perguntas


1) Como era o lazer naquela época? Havia muitas opções? Era considerado algo desnecessário ou importante na cultura hebraica? E em outras culturas?

R.: Inicialmente, precisamos descrever que as Sagradas Escrituras não se ocupam do temaem apreço. Quando o salmista emprega o termo shā'a, isto é, "recrear", "deleitar" ou "brincar" no Salmo 119.16, o faz em sentido litúrgico ou teologal. A concepção greco-romana de "lazer", "brincar", "esporte" ou "jogar" ou mesmo da antropologia filosófica que trata do homo ludens (homem lúdico) é basicamente inexistente dentro do ambiente judaico-cristão primitivo. Geralmente, o lúdico ou esportivo era empregado como uma metáfora das verdades espirituais. 1 Coríntios 9.24, por exemplo, é uma prova contundente do que estamos afirmando.
A labuta diária do judeu no Antigo Testamento não o permitia inclinar-se a tal divertimento ou passatempo, sendo o sábado, um dia de repouso e, as festas religiosas, uma ocasião de estímulo e adoração. Isto não quer dizer que os hebreus desconheciam brincadeiras, parlendas ou jogos. Os jogos e a busca de lazer eram basicamente ocupados pelas atividades e festas religiosas.
Engana-se quem pensa que o judeu comum era triste, cabisbaixo. Pelo contrário, era alegre, divertidíssimo. A música e a dança constituíam-se elementos culturais fortíssimos entre os hebreus do AT. No entanto, no período interbíblico alguns judeus helenistas, obedecendo a Antíoco Epífanes, introduziram em Jerusalém uma praça de esporte, ato considerado pagão pelos patrícios mais conservadores. Como é perceptível, os judeus da Antiguidade davam pouco valor aos jogos (jocus, gracejo, graça, zombar), e não se ocupavam com o lúdico (ludus, divertimento, passatempo). Considere que a palavra "brincar", no hebraico, śāchaq, tem um sentido positivo (brincar, divertir-se) e negativo (zombar, rir com deboche, ridicularizar).
O amor aos jogos, esportes e ao lúdico era considerado um ato vulgar ou irreligioso para o hebreu. As crianças não eram proibidas de brincar e desenvolver seus jogos particulares, mas deveriam tomar todo cuidado para que as brincadeiras não fossem irreverentes, sacrílegas, ou que ofendessem a moral ou a santidade divina (Lv 24.11,16). Os hebreus costumavam evitar certos gracejos maliciosos. Mas é possível que os hebreus de família abastada desfrutassem de certos jogos, como o arco e flecha, a caça entre outros e, que as atividades, como o treinamento militar, também incluíssem nos intervalos jogos ou brincadeiras correlatas.
Já entre os outros povos do Oriente Próximo, os esportes e jogos eram mais freqüentes. Diversas iconografias atestam que o jogo de damas, de dados, o malabarismo com bolas, e até mesmo jogos de azar eram muito freqüentes entre os egípcios e os povos mesopotâmicos.

2) Quais as formas de diversões para jovens, adultos e crianças?

R.: Os jogos infantis não eram tão diferentes daqueles que as crianças ainda hoje continuam a jogar e brincar. Muitos jogos e brincadeiras infantis eram reflexos daqueles praticados pelos adultos. A rua era um espaço para a brincadeira e mimetização dos adultos.
O profeta Zacarias (8.5), referindo-se às bênçãos futuras de Israel, afirma que "as ruas se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão". Isto indica que durante certo período o brincar nas ruas era muito perigoso em função das constantes guerras, transferindo esse espaço do brincar para dentro das casas. Mas, em dias de paz, as brincadeiras e jogos eram praticados nas ruas.
O próprio Jesus faz referência às brincadeiras infantis nas ruas e praças (Mt 11.16,17). Segundo o texto mateano, as crianças brincavam de "tocar flauta", "danças" e, transgressoras como são do mundo dos adultos, imitavam as carpideiras que choramingavam nos velórios. Você já imaginou um grupo de crianças mimetizando essas profissionais do pranto? Com certeza era muito hilário. As crianças costumavam brincar com os animais (Jó 41.5), bolas de gude, uma forma de amarelinha, assobios, chocalhos feitos de cerâmica e pedrinhas, jogos de tabuleiro também eram muito freqüentes. Um desses jogos, conhecido como Jogo Real de Ur, data de 1800 aC. Os jogos como os mancalas (jogos de tabuleiro), muito conhecidos na África, estavam presentes no cotidiano das crianças hebréias.
A vida dos jovens e adultos também refletia a realidade e o contexto em que viviam. As festas sabáticas, os cânticos, as músicas e as danças, arco e flecha, propor enigmas e jogos de prendas eram os tipos de diversões mais comuns entre eles. Em o Novo Testamento, Mateus 27.27-31, menciona um jogo muito conhecido entre os adultos, o "Basileu". Neste jogo, o pino de madeira que o jogador usava para movimentar-se nas linhas marcadas no chão, foi substituído pelo próprio Senhor! Ainda hoje temos registros desses jogos em Jerusalém.

3) Havia brincadeiras que não eram permitidas ao povo de Deus por serem consideradas profanas ou mesmo por terem origem em outros povos? (até um tempo atrás algumas formas de diversão eram proibidas por nossa própria denominação e até hoje são tabus com jogar bola e certos tipos de jogos em tabuleiros, assistir televisão... Naquela época também havia restrições deste tipo?)

R.: Havia sim. As brincadeiras com bonecos e bonecas não eram freqüentes ou permitidos entre os judeus. Embora muito comum entre os egípcios, canaanitas e mesopotâmicos, o hebreu procurava evitar, em função do mandamento de Êx 20.4, essas representações.
A idolatria era tão comum entre os povos antigos que, às vezes, os historiadores e arqueólogos têm dificuldade em afirmar quando se trata de um brinquedo ou um ídolo para adoração. Todo e qualquer brinquedo esculpido era proibido entre os hebreus. Brinquedos que continham em seu bojo o elemento divinatório também eram proibidos pelos judeus. Brincar de adivinhação, fazer gracejos com coisas sagradas eram terminantemente proibidos. Outro brinquedo não muito utilizável entre os hebreus dos tempos bíblicos, era o dado ou congênere. Embora os arqueólogos tenham encontrado no território judeu alguns dados, isso não significa que eles eram usados com freqüência nos jogos profanos, uma vez que possuía certo caráter sagrado.

Fonte: http://teologiaegraca.blogspot.com.br/ 


                                                                                        

terça-feira, 28 de abril de 2015

OS FALSOS JULGAMENTOS REALIZADOS EM JESUS


A captura noturna no Getsêmani deu início a uma série de seis julgamentos; três diante de autoridades religiosas judaicas e três diante de autoridades civis romanas. Como veremos, todos eles foram ilegais. Diferentemente da maioria dos julgamentos, esses não tinham como objetivo principal buscar a verdade.

Os israelitas do século 1 eram, acima de tudo, pessoas que tinham consciência da lei e mantinham um procedimento rigoroso para realização de audiências civis e casos criminais. Um documento judaico chamado mixná, compilado por volta do ano 200 a.C., registra as tradições orais passadas de uma geração a outra no transcorrer de vários séculos. Uma porção desse documento descreve as orientações que controlavam o conselho governante judaico, e promulgava a sentença sobre os culpados. Esse documento muito provavelmente descreve as tradições que regulavam o Sinédrio durante a época de Jesus. Os relatos dos evangelhos sobre a prisão e os julgamentos de Jesus demonstram que, senão todas, a maioria das regras de jurisprudência foi gritantemente ignorada.

Veja a seguir dezoito leis específicas que regulavam casos como o de Jesus:

                                                                          

·         Nenhum julgamento deveria ocorrer no período noturno anterior ao sacrifício matinal (Mixná: Sinédrio 4.1).

 

·         Os julgamentos não deveriam acontecer na véspera do sábado ou durante as festas (Mixná: Sinédrio 4.1).

 

·         Todos os julgamentos deveriam ser públicos; julgamentos secretos eram proibidos (Mixná: Sinédrio 1.6).

 

·         Todos os julgamentos deveriam acontecer na sala de julgamento, localizada na área do templo (Mixná: Sinédrio 11.2).

 

·         Casos que envolvessem pena capital exigiam um mínimo de 23 juízes (Mixná: Sinédrio 4.1)

 

·         Uma pessoa acusada não poderia testificar contra si mesma (Mixná: Sinédrio 3.3-4).

 

·         Era exigido que alguém falassem em favor do acusado (Mixná: Sinédrio 3.3-4)

 

·         A condenação exigia a palavra de duas ou três testemunhas, as quais precisariam estar em perfeito acordo (Dt 17:06-7; 19:15-20).

 

·         As testemunhas de acusação deveriam ser amplamente examinadas e confrontadas (Mixná: Sinédrio 4.1).

 

·         Casos que envolvessem pena capital deveriam seguir uma ordem rígida, começando com a argumentação da defesa e depois a argumentação da acusação (Mixná: Sinédrio 4.1).

 

·         Todos os juízes do Sinédrio poderiam pedir a absolvição, mas nem todos poderiam pedir a condenação (Mixná: Sinédrio 4.1).

 

·         O sumo sacerdote não deveria participar da fase de inquirição (Mixná: 3.6).

 

·         Toda testemunha de um caso que envolvesse pena capital deveria ser examinada individualmente, e não na presença de outras testemunhas (Mixná: 3.6).

 

·         O testemunho de duas testemunhas que fossem pegas em contradição invalidava ambos (Mixná: Sinédrio 5.2).

·         A votação para a condenação e a sentença em casos que envolvessem pena capital deveria ser conduzida individualmente, começando pelo mais jovem, de modo que os membros de menor idade não fossem influenciados pelo voto dos mais idosos (Mixná: Sinédrio 4.2).

 

·         O veredicto de casos que envolvessem pena capital deveria ser promulgado somente durante a luz do dia (Mixná: Sinédrio 4.1).

 

·         Os membros do Sinédrio deveriam reunir-se em pares durante toda a noite, discutir o caso e reunir-se novamente com o propósito de confirmar o veredicto final e determinar a sentença (Mixná: Sinédrio 4.1)

 

·         A promulgação da sentença de casos que envolvessem pena capital deveria acontecer somente no dia seguinte (Mixná: Sinédrio 4.1).

sábado, 13 de dezembro de 2014

Onde estão os manuscritos da bíblia?

Manuscritos do Velho Testamento
Os manuscritos hebraicos completos mais antigos são o Codex Aleppo (cerca de 920) e o Codex Leningrado (cerca de 1008). Em 1947, com a descoberta em Qumran dos manuscritos do Mar Morto, a história dos manuscritos da Tanakh foi movida um milênio antes destes códices. Dos 800 manuscritos encontrados em Qumran, 220 eram da Tanakh. Todo o livro da Tanakh é representado nestes manuscritos, exceto o livro de Ester, contudo a maioria só possui fragmentos. Notavelmente há dois manuscritos do livro de Isaías, um completo, e outro com cerca de 75% do seu conteúdo completo. Estes manuscritos são datados geralmente entre 150AC a 75DC [1].
Antigos escribas hebraicos desenvolveram várias práticas para proteger suas Escrituras de erros. Os resultados obtidos por eles são impressionantes. Variações significativas de texto aparecem a uma média de uma uma consoante a cada 1500 [2].
Manuscritos do Novo Testamento
O Novo Testamento preservou mais manuscritos do que qualquer outro livro antigo, tendo mais que 5400 manuscritos completos ou fragmentários em grego, 10000 manuscritos em latim e 9300 manuscritos em outros idiomas, como siríaco, eslavo, gótico, cóptico e armênio. As datas dos manuscritos vão do segundo século até a invenção da imprensa no século 15. A grande maioria destes manuscritos são posteriores ao décimo século. Estes manuscritos estão divididos em papiros, unciais e minusculos.
Os papiros são os mais antigos manuscritos e considerados as melhores testemunhas do texto original do Novo Testamento [3]. Seu agrupamento foi introduzido por Caspar René Gregory, que atribuiu aos textos dos papiros a letra P seguida por um número sobrescrito. Até 1900 somente 9 papiros eram conhecidos, e somente um foi citado em um aparato crítico (P11 por Constantin von Tischendorf), mas atualmente cerca de 100 papiros são conhecidos. Destes primeiros 9 papiros, todos eram apenas fragmentos, excetos o P15, que consistia de uma folha[4]. No século 20 foram descobertos os fragmentos de manuscritos mais antigos[5], inclusive manuscritos completos, o que permitiu eruditos analisarem melhor o caráter textual destes manuscritos mais antigos.
Nem todos os papiros são simples textos do Novo Testamento: P59, P60, P63, P80 são textos com comentários, P2, P3, e P44 são lecionários[6], P50, P55, P78 são talismãs, P42; P10, P12, P42, P43, P62, P99 pertencem a outros tipos de textos, como anotações, glossários ou músicas[7].
Lista de todos os papiros registrados do Novo Testamento
Os papiros listados abaixo são dados segundo o padrão de Gregory-Aland. Datas são estimadas aos próximos múltiplos de 50. O conteúdo é dado a respeito dos capítulos, versículos não são informados. Assim, muitos destes manuscritos são fragmentos, não capítulos inteiros. Por exemplo, P52 possui 8 versículos dos 40 versículos de João 18.
Nome
Data
Conteúdo
Instituição
P1
250
Mateus 1
University of Pennsylvania
P2
550
João 12
Egyptian Museum, Florence
P3
600
Lucas 7, 10
Austrian National Library
P4
250
Lucas 1-6
National Library of France
P5
250
João 1,16,20
British Library
P6
350
João 10,11
National and University Library of Strasbourg
P7
300(?)
Lucas 4
Vernadsky National Library of Ukraine
P8
350
Atos 4-6
de:Staatliche Museen zu Berlin
P9
250
1 João 4
Houghton Library, Harvard
P10
350
Romanos 1
Houghton Library, Harvard
P11
550
1 Coríntios 1-7
Russian National Library
P12
250
Hebreus 1
Morgan Library & Museum
P13
250
Hebreus 2-5,10-12
British Library, Laurentian Library
P14
450
1 Coríntios 1-3
Saint Catherine's Monestary
P15
250
1 Coríntios 7-8
Egyptian Museum
P16
300
Filipenses 3-4
Egyptian Museum
P17
350
Hebreus 9
University Library
P18
300
Apocalipse 1
British Library
P19
400
Mateus 10-11
Bodleian Library
P20
250
Tiago 2-3
Princeton University Library
P21
400
Mateus 12
Muhlenberg College
P22
250
João 15-16
Glasgow University Library
P23
250
Tiago 1
University of Illinois
P24
350
Apocalipse 5-6
Franklin Trask Library, Andover Newton Theological School
P25
350
Mateus 18-19
State Museums of Berlin
P26
600
Romanos 1
(Joseph S) Bridwell Library, Southern Methodist University
P27
250
Romanos 8-9
Cambridge University Library
P28
250
João 6
Palestine Institute Museum, Pacific School of Religion
P29
250
Atos 26
Bodleian Library
P30
250
1 Ts 4-5, 2 Ts 1
Ghent University Library
P31
650
Romanos 12
John Rylands University Library
P32
200
Tito 1-2
John Rylands University Library
P33=P58
550
Atos 7,15
Austrian National Library
P34
650
1 Coríntios16, 2 Coríntios 5, 10-11
Austrian National Library
P35
350(?)
Mateus 25
Medici Library
P36
550
João 3
Medici Library
P37
300
Mateus 26
University of Michigan
P38
300
Atos 18-19
University of Michigan
P39
250
João 8
Ambrose Swasey Library
P40
250
Romanos 1-4
Institute for Papyrology, University of Heidelberg
P41
750
Atos 17-22
Austrian National Library
P42
700
Lucas 1-2
Austrian National Library
P43
600
Apocalipse 2,15-16
British Library
P44a
600
João 10
Metropolitan Museum of Art
P44b
600
Mateus 17-18, 25; João 9,12
Metropolitan Museum of Art
P45
250
Mateus 20-21, 25-26; Marcos 4-9, 11-12; Lucas 6-7, 9-14; João 4-5, 10-11; Atos 4-17
Chester Beatty Library, Austrian National Library
P46
200
Romanos 5-6, 8-16; 1 Coríntios; 2 Coríntios; Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, Hebreus
Chester Beatty Library, Austrian National Library
P47
250
Apocalipse 9-17
Chester Beatty Library
P48
250
Atos 23
Medici Library
P49
250
Efésios 4-5
Yale University Library
P50
400
Atos 8, 10
Yale University Library
P51
400
Gálatas 1
Ashmolean Museum
P52
150
João 18
John Rylands University Library
P53
250
Mateus 26, Atos 9-10
University of Michigan
P54
500
Tiago 2-3
Princeton University Library
P55
600
João 1
Austrian National Library
P56
500
Atos 1
Austrian National Library
P57
400
Atos 4-5
Austrian National Library
P58=P33
550
Atos 7-15
Austrian National Library
P59
650
João 1-2,11-12,17-18,21
Morgan Library & Museum
P32
200
Tito 1-2
John Rylands University Library
P33=P58
550
Atos 7,15
Austrian National Library
P34
650
1 Coríntios16, 2 Coríntios 5, 10-11
Austrian National Library
P35
350(?)
Mateus 25
Medici Library
P36
550
João 3
Medici Library
P37
300
Mateus 26
University of Michigan
P38
300
Atos 18-19
University of Michigan
P39
250
João 8
Ambrose Swasey Library
P40
250
Romanos 1-4
Institute for Papyrology, University of Heidelberg
P41
750
Atos 17-22
Austrian National Library
P42
700
Lucas 1-2
Austrian National Library
P43
600
Apocalipse 2,15-16
British Library
P44a
600
João 10
Metropolitan Museum of Art
P44b
600
Mateus 17-18, 25; João 9,12
Metropolitan Museum of Art
P45
250
Mateus 20-21, 25-26; Marcos 4-9, 11-12; Lucas 6-7, 9-14; João 4-5, 10-11; Atos 4-17
Chester Beatty Library, Austrian National Library
P46
200
Romanos 5-6, 8-16; 1 Coríntios; 2 Coríntios; Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, Hebreus
Chester Beatty Library, Austrian National Library
P47
250
Apocalipse 9-17
Chester Beatty Library
P48
250
Atos 23
Medici Library
P49
250
Efésios 4-5
Yale University Library
P50
400
Atos 8, 10
Yale University Library
P51
400
Gálatas 1
Ashmolean Museum
P52
150
João 18
John Rylands University Library
P53
250
Mateus 26, Atos 9-10
University of Michigan
P54
500
Tiago 2-3
Princeton University Library
P55
600
João 1
Austrian National Library
P56
500
Atos 1
Austrian National Library
P57
400
Atos 4-5
Austrian National Library
P58=P33
550
Atos 7-15
Austrian National Library
P59
650
João 1-2,11-12,17-18,21
Morgan Library & Museum
P60
650
João 16-19
Morgan Library & Museum
P61
700
Romanos 16; 1 Coríntios 1, 5; Filipenses 3; Colossenses 1, 4; 1 Tessalonicenses 1; Tito 1; Filemom
Pierpont Morgan Library
P62
350
Mateus 11
Oslo University Library
P63
500
João 3-4
State Museums of Berlin
P64=P67
200
Mateus 3,5,26
Magdalen College, Foundation of St. Luke the Evangelist
P65
250
1 Tessalonicenses 1-2
Girolamo Vitelli Papyrological Institute
P66
200
João
Bodmer library
P67=P64
200
Mateus 3,5,26
Magdalen College, Foundation of St. Luke the Evangelist
P68
650(?)
1 Coríntios 4-5
Russian National Library
P69
250
Lucas 22
Ashmolean Museum
P70
250
Mateus 2-3,11-12,24
Ashmolean Museum, Girolamo Vitelli Papyrological Institute
P71
350
Mateus 19
Ashmolean Museum
P72
300
1 Pedro, 2 Pedro, Judas
Bodmer library
P73
650
Mateus 25-26
Bodmer library
P74
650
Atos; Tiago; 1 Pedro 1-3; 2 Pedro 2-3; 1 João; 2 João; 3 João
Bodmer library
P75
175-225
Lucas 3-18,22-24; João 1-15
Vatican Apostolic Library
P76
550
João 4
Austrian National Library
P77
200
Mateus 23
Ashmolean Museum
P78
300
Judas
Ashmolean Museum
P79
650
Hebreus 10
State Museums of Berlin
P80
250
João 3
Foundation of St. Luke the Evangelist
P81
350
1 Pedro 2-3
Professor Sergio Daris, University of Trieste
P82
400
Lucas 7
National and University Library of Strasbourg
P83
550
Mateus 20,23-24
Catholic University of Leuven Library
P84
550
Marcos 2,6; João 5, 17
Catholic University of Leuven Library
P85
400
Apocalipse 9-10
National and University Library of Strasbourg
P86
350
Mateus 5
Institut für Altertumskunde, University of Cologne
P87
250
Filemon
Institut für Altertumskunde, University of Cologne
P88
350
Marcos 2
Catholic University of the Sacred Heart
P89
350
Hebreus 6
Medici Library
P90
150
João 18-19
Ashmolean Museum
P91
250
Atos 2-3
Macquarie University
P92
300
Efésios 1; 2 Tessalonicenses 1
Egyptian Museum
P93
450
João 13
Girolamo Vitelli Papyrological Institute
P94
500
Romanos 6
Egyptian Museum
P95
250
João 5
Medici Library
P96
550
Mateus 3
Austrian National Library
P97
600
Lucas 14
Chester Beatty Library
P98
150(?)
Apocalipse 1
French Institute of Oriental Archeology
P99
400
Glossário, palavras e frases de: Romanos, 2 Coríntios, Gálatas e Efésios
Chester Beatty Library
P100
300
Tiago 3-5
Ashmolean Museum
P101
250
Mateus 3-4
Ashmolean Museum
P102
300
Mateus 4
Ashmolean Museum
P103
200
Mateus 13-14
Ashmolean Museum
P104
150
Mateus 21
Ashmolean Museum
P105
500
Mateus 27-28
Ashmolean Museum
P106
250
João 1
Ashmolean Museum
P107
250
João 17
Ashmolean Museum
P108
250
João 17/18
Ashmolean Museum
P109
250
João 21
Ashmolean Museum
P110
300
Tiago 3/4
Ashmolean Museum
P111
250
Lucas 17
Ashmolean Museum
P112
450
Atos 26-27
Ashmolean Museum
P113
250
Romanos 2
Ashmolean Museum
P114
250
Hebreus 1
Ashmolean Museum
P115
300
Apocalipse 2-3,5-6,8-15
Ashmolean Museum
P116
600
Hebreus 2-3
Austrian National Library
P117
400
2 Coríntios 7
State Museum
P118
250
Romanos 15-16
Institut für Altertumskunde, University of Cologne
P119
250
João 1
Ashmolean Museum
P120
350
João 1
Ashmolean Museum
P121
250
João 19
Ashmolean Museum
P122
400
João 21
Ashmolean Museum
P123
350
1 Coríntios 14-15
Ashmolean Museum
P124
550
2 Coríntios 11
Ashmolean Museum


Lista dos unciais do Novo Testamento mais notáveis
O uncial é uma cópia de uma porção do texto do Novo Testamento com letras maiúsculas.
Os números apresentados usam o padrão de Caspar René Gregory. As datas são estimadas ao próximo múltiplo de 50, exceto o Codex Vaticanus 354, onde o escriba dá a data de 949. O conteúdo geralmente traz seções do Novo Testamento, como Evangelhos, Atos, Cartas de Paulo.
Número
Símbolo
Nome
Data
Conteúdo
Instituição
01
א
Sinaiticus
350
Evangelhos, Atos, Cartas Paulinas, Apocalipse
British Library; Add. 43725
02
A
Alexandrinus
450
Evangelhos, Atos, Cartas Paulinas, Apocalipse
British Library; Royal 1 D. VIII
03
B
Vaticanus
350
Evangelhos, Atos, Cartas Paulinas
Vatican Library; Gr. 1209
04
C
Ephraemi Rescriptus
450
Evangelhos, Atos, Cartas Paulinas, Apocalipse
National Library of France; Gr. 9
05
D
Bezae Cantabrigiensis
450
Evangelhos, Atos
Cambridge University Library Nn. 2. 41
06
D
Claromontanus
550
Paulo, Hebreus
National Library of France; Gr. 107 AB
06
Dabs1
Sangermanensis
900
Evangelhos
Publichnaya Biblioteka; Gr. 20
06
Dabs2
950
Atos
07
Ee
Basilensis
750
Evangelhos
Basel University Library; AN III 12
08
Ea
Laudianus
550
Atos
Bodleian Library; Laud. Gr. 35
09
Fe
Boreelianus
850
Evangelhos
Utrecht University Library; Ms. 1
010
Fp
Augiensis
850
Cartas Paulinas
Trinity College; B. XVII. 1
011
G
Seidelianus
850
British Library; Harley 5684
012
H
Boernerianus
850
State Library; A 145b
013
H
Seidelianus II
850
Hamburg University Library; codex 91; Trinity College, Cambridge; B. XVII 20, 21
014
H
Mutinensis
850
Estense Library; A.V. 6.3. (G. 196)
015
H
Coislinianus
550
Great Lavra; s. n.
016
I
Freerianus
450
Cartas Paulinas, Hebreus
Smithsonian Institution; 06. 275
017
K
Cyprius
850
National Library of France
018
K
Mosquensis
850
Historical Museum
019
L
Regius
750
National Library of France
020
L
Angelicus
850
Angelica Library
021
M
Campianus
850
National Library of France
022
N
Petropolitanus Purpureus
550
Evangelhos
Publichnaya Biblioteka; Gr. 537
023
O
Sinopensis
550
Mateus
National Library of France, Suppl. Gr. 1286
024
P
Guelferbytanus A
550
Evangelhos
Herzog August Bibliothek, codices Weißenburg 64
025
P
Porphyrianus
850
Atos, Cartas Paulinas, Epístolas Católicas, Apocalipse
Publichnaya Biblioteka; Gr. 255
026
Q
Guelferbytanus B
450
Lucas 4,6,12,15,17-23; João 12,14
Herzog August Bibliothek, codices Weißenburg 64
027
R
Nitriensis
550
Lucas
British Library; Add. 17211
028
S
Vaticanus 354
949
Vatican Library; Gr. 354
029
T
Borgianus
450
Lucas - João
Vatican Library; Borgia Coptic 109
030
U
Nanianus
850
Saint Marks Library; 1397(I,8)
031
V
Mosquensis
650
History Museum; V. 9, S. 399
032
W
Washingtonianus
450
Evangelhos
Smithsonian Institution; 06. 274
033
X
Monacensis
950
Evangelhos
Munich University Library, 2° codex manuscript 30
034
Y
Macedoniensis
850
Evangelhos
Cambridge University Library, additional manuscripts 6594



Notas:
1 - F. F. Bruce. "The Last Thirty Years". Story of the Bible. ed. Frederic G. Kenyon Retrieved June 19, 2007
2 - Wilson 1929, p.40ff.
3 - Nestle-Aland 1996
4 - Nestle-Aland 1996
5 - P66, P72, e P75 dos papiros de Bodmer são notáveis a este respeito. De fato, o nível de preservação de P66 surpreendeu eruditos porque as primeiras 26 páginas estavam completamente intactas, até mesmo a costura que as liga se manteve.
6 - Lecionários são textos selecionados por cristãos ou judeus para adoração especial em certos dias.
7 - Aland 1996, p. 85